segunda-feira, novembro 24, 2008

Dose dupla

Para todos aqueles que tiveram paciência e interesse para ver o video postado em Abril deste ano, aqui vai a segunda dose, dos mesmos autores. Aconselho vivamente o visionamento. Eu sei que também são duas horas, mas não é de maneira nenhuma tempo perdido. Não me manifesto nem apologista, nem crítico do que se defende e expõe nos dois documentários. Apenas sou apologista de que todos vocês, como eu o fiz, pensem e tirem as vossas próprias conclusões, pois isso é muito mais importante do que apoiar ou refutar aquilo que seja. Pensem! Reflictam! Porque parece que isso hoje em dia está a cair em desuso! Apoiem ou critiquem, não interessa!

quarta-feira, abril 30, 2008

O quê? Ah, pois......sempre, né?

Não só parecem longínquos, os 34 anos passados sobre a revolução, mas mais longínquas parecem todas as esperanças que tinhamos na altura. Trinta e quatro anos de liberdade!

Para equipararem-se aos 48 da ditadura, só faltam 14, e ainda há quem tenha a lata de desculpar o atraso do país com a ditadura. Ok, pronto, está bem, foram 48 anos cruciais na história do mundo, em que tudo aconteceu fora das nossas fronteiras, enquanto o pessoal ouvia na rádio o "Serão para Trabalhadores". E........desculpem lá a pergunta.........nestes últimos 34 anos não aconteceu nada no mundo? Ah, ok, temos telemóveis à fartazana, multibancos e fazemos a declaração do IRS pela internet, além da Playstation e da TVCabo, e outras modernices que não me vêm à lembrança. De vez em quando calha-nos a presidência da União Europeia, para podermos andar 6 meses ufanos, e o presidente da Comissão Europeia é um português!

Trinta e quatro anos de liberdade! Sim, comparado com o garrote em que se vivia "no tempo da outra senhora", concordo plenamente. No entanto, entendo que liberdade é poder escolher como se quer viver cada segundo da vida, e para isso ter opções e alternativas, e caminhos para caminhar, ou até para fazer caminhos ao caminhar, como diria o António Machado.

"No tempo da outra senhora", dizia-se sussurando, nos cantos e esquinas escondidas, que o país era atrasado culturalmente por causa dos três éfes: Futebol, Fado e Fátima. Hoje em dia, sobre a pujança do futebol na cultura portuguesa, nem é necessário acrescentar o que seja; o fado nunca antes gozou de tanta saúde (e eu pessoalmente sou fã, assim como de muitas outras coisas). Onde é que anda a Fátima? Já vem? Está-se a vestir? Tá bem, era só pra saber!

"A culpa foi da ditadura! A culpa foi do Gonçalvismo! A culpa foi dos governos provisórios! A culpa foi da AD! A culpa foi do Soares! A culpa foi do Cavaco! A culpa foi dos socialistas! A culpa foi do PSD!"

Quando é que será que finalmente, a culpa foi, é, e será única e exclusivamente nossa? Afinal, não é porque as ovelhas possam escolher o seu pastor, que deixam de ser ovelhas, e andar em rebanho! Mas também concordo que só se apresentam lobos, como candidatos a pastor, mas quem não é pastor não lhe vista a pele!

domingo, abril 06, 2008

O Mundo em que vivemos

Pertencendo a uma geração que viveu debaixo da constante ameaça de guerra nuclear, e de outros "papões", comecei desde há muito tempo, e de forma crescente a ter o "atrevimento" de pôr uma série de dogmas em causa. O que me vem trazendo, direta ou indiretamente, pessoal ou impessoalmente, alguns amargos de boca. Uma das coisas que pus em causa foi se essa ameaça realmente existiu, ou foi só uma maneira dos dois blocos manterem as respectivas populações controladas pelo medo, coisa que aliás a igreja católica tem sido pródiga nos últimos dois milénios. Este filme que abaixo partilho, fala de algumas coisas que já aqui foram faladas ao longo dos anos, de outra forma, talvez. Apenas lhe encontro o defeito de passar de um tema para outro sem um aparente fio condutor, mas de facto ele está lá! Têm é que olhar com bastante atenção, ou ter uma aproximação adequada, e essa é para mim, a única falha do filme. Apenas me sinto inclinado a recomendar a quem se disponha a ver o filme (são duas horas, e eu vi tudo), de prestar muita atenção nas palavras ditas no início, e mantê-las em mente durante o resto do filme. São da mais extrema importância, e talvez o mais importante que se diz no filme inteiro. Bom visionamento, e bom pensamento, sobretudo o pensamento, de quem se diz não haver machado que corte a raiz.
Quanto aos meus amargos de boca, não têm importância absolutamente nenhuma, pois são apenas uma consequência de estar vivo, e de me cumprir a mim próprio. Afinal é comigo que tenho que viver o resto da vida, né?

quinta-feira, março 20, 2008

Os caminhos da música são insondáveis

Veio até mim, no meu myspace, este fabuloso músico chileno. Um exemplo de que, por vezes o menos pode tornar-se em mais. Ao perder o braço direito num acidente, aos 14 anos, Andrés Godoy não deixou que isso fosse um impedimento para fazer música, e inventou uma técnica própria para produzir aquilo que se pode ver e ouvir abaixo. Obrigado por não teres desistido, Andrés.